Bem-vindos(as) ao Caos de Marketing

Bem sabem os marketeiros (e não me importo com essa denominação) que a vida nessa profissão não é fácil! Prazos apertados, metas, controles, contatos, relacionamentos...enfim, para sobreviver nessa selva temos de nos desdobrar em mil. Temos de celebrar os acertos, aprender com os erros.

Com o intuito de trazer um pouco de informação, reflexão e diversão aos colegas de profissão, e entusiastas, criei o Caos de Marketing. E espero que dele façam bom proveito, participem, busquem mais informações e também desestressem! Afinal, nós merecemos uma ajudinha e algumas pausas pro café...

Bombril e comerciais "arriscados"...

Nesse mundo da propaganda faz-se o possível para conquistar o público-alvo da maneira que se pode, não é mesmo?! E muitas agências tentam apelar para comerciais e peças publicitárias mais ousadas ou com um tom de humor, de forma a prender a atenção de seu potencial consumidor. Afinal, como bem sabemos, comerciais de TV, e alguns outros veículos, são formas intrusivas de propaganda que, ao interromper aquilo que interessa a seu expectador, precisam de algo muito interessante para manter a atenção desse.

Mas, há empresas que arriscam um pouco mais, em alguns casos acreditando que seu nicho de mercado é muito específico, e montam peças publicitárias exclusivamente para esse pretendido consumidor alvo. Aí é que jaz o risco. Esse é o que acredito ser o caso da Bombril e algumas de suas últimas peças publicitárias (vídeos abaixo, ao fim do post).

Mercado brasileiro está esquecendo o que é "Marketing"

Ao que tenho notado, recentemente, o mercado Brasileiro parece não mais saber o que Marketing significa ou, ao menos, não sabem mais, adequadamente, o que é a função de um marketeiro! Tenho visto, nos anúncios de vagas para marketing, requerimentos para preenchimentos de vaga cada vez mais distantes da visão tradicional do conceito de um profissional de marketing. Requerimentos que se aproximam mais daqueles para um designer gráfico, ou publicitário, do que para um profissional de marketing.

Além disso, há muito empresário e executivo por aí, em geral de pequenas/médias empresas, ou de empresas sem tradição em ter um departamento de marketing estabelecido, que ainda enxergam o marketeiro como um "fazedor de panfletos e PowerPoints de vendas". Muitos profissionais da área ficam relegados a não mais que redigir textos de vendas, organizar o site da empresa, montar anúncios web, entre outras tarefas simples, que não necessariamente requerem um profissional com conhecimentos mais aprofundados de marketing.

Brahma e Zeca "Digital"

Hoje em dia fazer marketing de qualidade não é fácil...são tantas plataformas e meios de mensagem com os quais se preocupar, "buzz" quase imediato e com "vida própria" devido à internet e ao poder de seus usuários, e assim por diante.

Mas, uma das coisas mais complicadas, que poucos sabem utilizar, é divulgar seus diversos meios de interação com o público de forma "custo-efetiva". Já vi empresas criarem comerciais de TV simplesmente para anunciarem o novo site da marca ou rede social em que estariam, e coisas do tipo. Claro, a maioria que fez ações do tipo deu tiro n'água. Afinal, quem se interessa, ou lembrar-se-á, de um comercial sobre outro meio de mengagem a acessar?! Bobagem!

Mas, entre outros casos recentes, a Brahma conseguiu um desses acertos bem-afortunados.

ACERTO

A Brahma, ao invés de criar um comercial de TV apenas para divulgar o site promocional na grande rede, aproveitou um comercial do produto (relativamente divertido, afinal não se pode agradar a gregos e troianos) e apresentou seu site promocional. Ou seja, com um investimento único, fez duas propagandas: divulgou o produto, como de hábito, e divulgou o site promocional, seu outro meio de mensagem.


OPORTUNIDADES

Ao fazer isso, a Brahma evita elevar custos com divulgação redundante, evita dispersão de mensagem, otimiza sua propaganda, maximiza seu retorno (ROI) com a ação de mídia em questão.
Utilizar o meio de informação a seu favor, e não contra, traz grande vantagem para o anunciante, pois condensa a mensagem, facilitando a captação da mesma pelo consumidor. Muito mais prático, efetivo, eficiente, tanto em questão de objetivos como de custos.

CONCLUSÃO

Ponto positivo para a Brahma, que utilizou bem seu tempo de mídia televisiva, divulgando produto e veículo secundário de interação com o consumidor numa só tacada. Não sei quais os resultados da ação, mas como consumidor de mídia, minha impressão é de que os resultados podem ter sido bons, muito melhores do que se houvessem ocorrido ações de marketing separadas para cada propósito.

Halls e Embalagem Derretedora

Estreando a seção "Erros de Marketing" no blog, o post escolhido é sobre a questão do Halls, produzido pela Cadbury Adams (adquirida em 02 de Fevereiro de 2010 pela Kraft Foods). E o problema é: a embalagem derretedora de Halls!


ERRO

Esse é o clássico erro de Gestão de Produto! Alguém na gestão de produto anda um pouco distraído, ou querendo cortar custos através do uso de materiais mais baratos, ou mesmo relaxando na verificação de qualidade geral do produto. Mas, a questão é que a Adams andou falhando aí! O problema, já percebido há um bom tempo por mim, e confirmado em conversas com diversas outras pessoas, é que a embalagem do Halls começa a derreter sob algum calor.

Algumas pessoas, como eu, costumam colocar suas embalagens de Halls no bolso, por motivos de praticidade, ou escolha pessoal mesmo. Porém, com o calor do corpo, a embalagem de Halls perde aderência de suas cores, que acabam saindo todas nas mãos do consumidor, e são relativamente chatas de limpar. A mão do consumidor fica cheia de partículas prateadas e da cor do Halls que estiver consumindo. Algo bastante chato e irritante!

RISCO

O risco corrido pela marca Halls, aqui, é bastante óbvio: cansados de ter de ficar limpando as mãos toda vez que consomem o produto, o consumidor de Halls pode optar por rapidamente trocar o Halls por outra marca que não lhe ofereça o mesmo desconforto, ou simplesmente parar de consumir esse tipo de produto, optando por algum similar, ou mesmo outra categoria de produtos. Ou seja, queda de receita para a Adams, ou melhor, para a Kraft Foods agora.

SOLUÇÃO

Mais um vez, algo simples: prestar mais atenção no controle de qualidade! Tomar cuidado, daqui em diante, com a gestão de produto, utilizar pigmentos que não descasquem na embalagem, etc. Algo que me parece bastante simples sob o ponto de vista de produção (não imagino que altere tanto o custo de produção, ou algo do tipo), mas que pode garantir a fidelidade dos consumidores à marca, mantendo a receita conquistada...

Programas de TV e Variações

Zapeando os canais da TV aberta essa noite, me deparei com o programa Ídolos, atualmente produzido e exibido pela TV Record. Então, me peguei pensando: e se a Globo resolvesse fazer uma versão do programa?!

Inicialmente produzido e exibido pelo SBT no Brasil, o programa acabou tendo seus direitos transferidos no país para a Record, que tem usado o Ídolos em busca de aumentar seu Ibope no horário em que exibe o programa. Mas, a Record tem feito a atração de modo ligeiramente diferente do SBT. De forma criativa e interessante (relativamente), e utilizando também o programa para anúncio de outras atrações da emissora (assunto para um próximo post).

A Globo, se não me engano, já tentou produzir algo similar, mas sob nome diferente. Mas, fico curioso sobre os resultados, caso decidisse realizar um novo Ídolos, sob mesmo nome e formato. Afinal, cada emissora brasileira tem uma identidade distinta, com capacidades e profissionais distintos. Fico me perguntando qual seria o jeito Globo de fazê-lo...como seria o figurino, os participantes, as edições de vídeo, o comportamento dos apresentadores, etc.

Algo interessante a se pensar, afinal já vemos essas variações de "produtos" diariamente, em tantos outros segmentos de mercado, não é mesmo?! Tantos "tablet computers" de diversas marcas saindo por aí, entre outros...

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